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terça-feira, 1 de março de 2011

Ibama reabre o poço encantado após o Carnaval

A reabertura da Caverna do Poço Encantado- uma das atrações turísticas mais conhecidas da Chapada Diamantina no Brasil e no exterior - já tem data marcada. Vai acontecer no dia 11 de março, sexta-feira, às 10:00 h, logo após o carnaval.
Um ato simbólico, em que o superintendente do Ibama na Bahia, Celio Pinto,  removerá o lacre que determina a interdição do espaço, marcará o reinicio da visitação dos turistasao local após um período de tempo de pouco mais de três anos de fechamento.

Também estarão presentes ao ato, o presidente do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBIO), Rômulo Mello, o chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), Jocy Brandão, e outras autoridades das esferas estadual e municipal.

A caverna foi interditada pelo Ibama no dia 06 de novembro de 2007, após uma vistoria técnica em que se constatou a construção de uma escada de 102 degraus no seu interior, contendo ainda corrimões confeccionados com cordas e madeira, além de pontos de iluminação artificial com lampiões de gás, fato que altera a composição e descaracteriza o aspecto original do ambiente.

O Ibama constatou através de vistoria efetuada pela equipe técnica que a construção do equipamento no interior da caverna foi realizada sem nenhuma autorização de órgão competente  e  em total desacordo com a legislação ambiental, caracterizando-se em uma ação danosa ao patrimônio natural.



Fonte: tribunadabahia.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

OPINIÃO: DESENVOLVER LEITURA E INTERPRETAÇÃO É O DESAFIO DA ESCOLA

A leitura vai muito além dos clássicos; ela é usada em todas as disciplinas; é preciso repensar a forma como a prática é trabalhada

Certa vez, ao iniciar um curso sobre leitura numa pós-graduação, houve uma mudança na sala onde as aulas seriam ministradas. Muito cuidadosa, a professora, além de deixar um comunicado no site onde havia informações práticas, colocou no antigo local um aviso sobre a troca.
Com um bom tanto de atraso, alguns alunos, ao chegar, comentaram que ficaram esperando na outra sala e que só foram para o novo espaço quando informados por um funcionário. A professora não se conteve e disse em tom de ironia: “Estamos começando bem nosso curso de leitura!”. Isso ocorreu há alguns anos, mas nunca esqueci. Inclusive, faz pensar o quanto deixamos de nos informar nas coisas da vida pela falta de hábito de ler sobre elas.
Um exemplo clássico é não consultarmos os manuais de instrução dos produtos que compramos. Isso é comum entre os brasileiros. Muitos batem cabeça tentando adivinhar como funciona um aparelho eletrônico novo – diante do livro que o acompanha, nega-se a estudá-lo e assim usufruir melhor da nova aquisição. Além da falta de curiosidade sobre materiais impressos, muito provavelmente falta a humildade de reconhecer que não se sabe tudo.
A escrita é uma forma de comunicação. Sua interpretação permite às pessoas transitar melhor pela vida, tornando as coisas mais eficientes e funcionais. Ficam sabendo o que é realmente necessário fazer (quantas vezes não reclamamos que não fomos informados de algo?), tomando consciência daquilo que as envolve.
Como os contratos de trabalho ou de compra e venda, que muitas vezes são assinados sem o pleno conhecimento de seu conteúdo. Nesses casos, as consequências são mais desastrosas.
O que será que acontece? Será pura preguiça? Ou ainda não nos demos conta da necessidade da leitura como ferramenta prática para o nosso dia a dia?

Em nosso país, a prática de ler parece associada a algo ruim ou elitizado. Ler é para poucos ou para aqueles que não sabem aproveitar outras coisas. Nem todos gostam de ler um livro, é certo. Porém, não só para decifrar livros a leitura serve.
Os primeiros contatos que um indivíduo estabelece com algo ou alguém é muito importante - determina como será a relação deles no futuro. Com a leitura não é diferente, o que se dá principalmente na escola, sendo necessário repensar como ela tem sido trabalhada. No geral, seu aprendizado é algo difícil, que expõe (leituras em voz alta na frente da classe), enfadonho, sem sentido, com literatura pouco adequada... Enfim, algo para cumprir mais uma obrigação escolar.
A leitura vai muito além dos clássicos literários. Ela é usada em todas as disciplinas: matemática, física, química, ciências... Desenvolver a capacidade leitora e interpretativa de seus alunos é o principal desafio da escola.
No entanto, sua aprendizagem formal parece desvinculada da realidade do dia a dia, deixando-a sem sentido para os pequenos aprendizes. E adolescentes também. Aprende-se tantas coisas (no futuro tem o vestibular), que algumas básicas, como direito civil, por exemplo, não se tem a mínima noção. Ou a importância de se estar informado, lendo as coisas que fazem parte de seu cotidiano.
Ler e interpretar o que foi lido é de extrema importância para cada um de nós. Que chegue logo o tempo que isso se torne natural para o nosso povo.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
Fonte: todospelaeducacao.org.br

UNE promove encontro de negros, negras e cotistas

A previsão é de que cerca de 600 pessoas - entre estudantes, militantes e observadores - participem do III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (União Nacional dos Estudantes). O evento, que incluirá, entre as atividades, debates, palestras e apresentações musicais, será realizado em Salvador, nos dias 20, 21 e 22 de maio. Esta terceira edição tem como objetivo levar os participantes a refletirem sobre o tema que dá nome ao encontro. “O Brasil após a expansão das políticas de ações afirmativas”.

“O III ENUNE 2011 abrirá um espaço para os estudantes pensarem a política de cotas, que hoje já é uma realidade em mais de 70 instituições públicas de ensino superior no Brasil, mesmo que encontre  resistências em setores da sociedade. Nosso objetivo é avaliar os avanços e pensar em perspectivas futuras, o que significa avaliar estes programas (de concessão de cotas para estudantes afrodescendentes) e traçar diretrizes”. A avaliação é de Cledisson Junior, de 27 anos, diretor, desde 2009, da Diretoria de Combate ao Racismo da UNE, organismo criado em 2001, e cuja finalidade, ainda segundo Cledisson, é contribuir para a democratização do acesso à universidade, que deve estar aberta a esta parcela da população do país, que representa 50,6% do total dos brasileiros. “Além de estabelecer uma articulação entre a rede do movimento estudantil e os movimentos negros”, afirma o dirigente, que é aluno do curso de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Os encontros para discutir as relações entre negros e a educação universitária promovidos por este organismo da UNE são bienais. No primeiro deles, realizado em 2007, os alunos e demais participantes discutiram o papel da União Nacional dos Estudantes no combate ao racismo, assumido como fator presente nas relações sociais e nas instituições do país. Já o segundo encontro, ocorrido em 2007,” teve como proposta a apresentação de ações de apoio da entidade à política de cotas raciais”, completa Cledisson Junior. 

Para os interessados em participar do II IENUNE 2011, a Diretoria de Combate ao Racismo da UNE informa os seguintes endereços:


Fonte: abong.org.br

Egiptomania

O fascínio pelo Egito Antigo é algo inexplicável, diz professor de História antiga



Ir ao Egito era um sonho distante para qualquer pesquisador brasileiro solitário na década de 1970. Era uma época em que não se pensava em Internet, o luxo dos documentários via TV a cabo era inimaginável e a Egiptologia chegava até nós por intermédio de algumas livrarias, pequenos eventos e conversas. O Museu Nacional era um dos poucos lugares de “salvação”.

O fascínio pelo Egito Antigo é algo meio inexplicável, independente do mistério que o cinema e a literatura fantástica têm criado. O que acontece é que somos tocados na alma por alguma coisa. É um momento mágico quando verbalizamos nossa decisão: “É isso que vou estudar!” Em 1976, aos 15 anos, iniciei essa jornada.

Pesquisei muito, li tudo e fiz todos os cursos que podia sobre o tema. Meu fascínio não era a grandeza das pirâmides, mas as práticas religiosas; não era a riqueza dos faraós, mas a vida naquela época e a sua magia. Em 1995, quase vinte anos depois, fiz minha primeira viagem ao Egito.
Olhar as construções milenares no horizonte foi fascinante, e lembro bem que, quando estava diante da Grande Pirâmide, me senti engolido por sua “monumentalidade”. Os livros e documentários não têm como transmitir tamanha magnitude: é preciso estar lá. Dentro da pirâmide, muitas coisas me vieram à mente. Eu a conhecia, sabia onde estava tudo, podia explicar e falar das teorias sobre o monumento e suas câmaras. Mas os livros não fazem com que você sinta o toque na pedra, o frescor do ar, a dificuldade de se locomover, a sensação de grandeza, a atmosfera de paz e de aventura – é inevitável sentir-se um Indiana Jones.
Esta sensação se repetiu em várias partes do Egito. O complexo templário de Karnak – seguindo para Luxor, ao sul – é de deixar qualquer um desconcertado. Não só pela altura das colunas, mas pela dimensão e complexidade da área construída, a quantidade de capelas, templos e obeliscos. É fascinante sentir o clima e a atmosfera locais, que também não podem ser totalmente apreendidos nas fontes tradicionais de estudo.
Visitei sozinho a tumba do faraó Mer-em-Ptah, meu objeto de estudo na época. Ele era filho de Ramsés II e ficou conhecido pela “Estela de Israel”, inscrição na qual cita a conquista dos israelitas.  Enquanto descia, via as paredes com figuras e inscrições. É incrível poder ler parte delas e reconhecer divindades e cenas familiares. Estar só, descer dezenas de metros à meia-luz e chegar à câmara do sarcófago foi muito emocionante. Sentei em uma pedra diante do sarcófago e ali fiquei por quase uma hora.
Tentei, na medida do possível, levar estas sensações para os meus estudos e para as minhas aulas. Hoje em dia, em um projeto que estuda Egiptomania – o uso de elementos egípcios em outros contextos, desde a Antiguidade até a modernidade – e Egiptosofia – o uso das práticas religiosas egípcias pela modernidade –, tentamos compreender o fascínio que esta civilização desperta em nossas mentes. Será o mistério das lendas? Esse mistério é gerado pela mídia, pelo cinema, pela literatura ou pela grandeza dos monumentos? Será que existe algo que não conseguimos apreender? Talvez eu ainda esteja querendo encontrar uma resposta para o meu encanto pelo Antigo Egito.

Julio Gralha é professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense (UFF-PUCG Campos) e autor de Deuses, faraós e o poder: legitimidade e imagem do Deus dinástico e do monarca no Antigo Egito (1550-1070 a.C.) (Barroso Produções, 2002).

Fonte: revistadehistoria.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Peru: encontrado túmulo de governante pré-inca de 1200 anos

Arqueólogos peruanos encontraram o túmulo de um alto governante da cultura Wari de mais de 1.200 anos, em um centro cerimonial arqueológico de Cuzco (sul), informou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Cultura (INC).
"Encontramos o túmulo do Senhor de Wari coberto com duas lajes de pedra, e leva consigo um peitoral, braceletes e cetros de ouro e prata" disse à imprensa o diretor do INC em Cuzco, Juan García.
O túmulo do antigo dirigente foi encontrado na cidade arqueológica de Espíritu Pampa, na província de La Convención, em Cuzco (1.100 km a sudeste de Lima).
"Essa descoberta está à altura do senhor de Sipán (encontrado no norte peruano em 1987) e mudará parte da história Inca e da região", afirmou García.
Junto com o túmulo, em perfeito estado, também foram encontradas cerâmicas, joias de ouro, prata e fragmentos de tecidos com influência da cultura Wari.
A cultura Wari foi uma civilização que floresceu no centro dos Andes entre os anos 600 e 1200, antes do império Inca, que teve Cuzco como capital.
Fonte: AFP

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