♪ Nasce o sol a 2 de julho, brilha mais que no primeiro. É sinal que neste dia, até o sol é brasileiro ♪

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

305 Livros Gratuitos

Leitores, estudantes, aproveitem essa oportunidade criada pelo Governo Federal...
LIVROS EM PDF - ISSO NINGUÉM DIVULGA.


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente: Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; escutar músicas em MP3 de alta qualidade; Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia; ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA e muito mais...

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: 
Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura. 


Alguns do livros disponíveis estão: 


1. A Divina Comédia - Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros - William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro - Machado de Assis
5. Cancioneiro - Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta - William Shakespeare
7. A Cartomante - Machado de Assis
8. Mensagem - Fernando Pessoa
9. A Carteira - Machado de Assis
10. A Megera Domada - William Shakespeare


Boa Leitura!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

19 de Agosto Dia do Historiador

Em comemoração ao Dia do Historiador: Joaquim Nabuco!
O motivo? Ele nasceu no dia 19 de agosto de 1849, foi um dos maiores abolicionistas deste país. Também foi político, diplomata, jurista, jornalista, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e... Historiador!

Político, diplomata e abolicionista em Pernambuco, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em 19 de agosto de 1849, em Recife. Faleceu em 17 de janeiro de 1919, em Washington, EUA.
 Era filho de José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo. Seu pai era senador, jurista e político baiano. Joaquim Nabuco estudou no Colégio Pedro II, na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se bacharel em Letras.
 Casou-se com Evelina Torres Ribeiro, filha de José Antônio Soares Ribeiro, o I Barão de Inhoã. Teve cinco filhos: Maurício (diplomata), Joaquim (sacerdote), Carolina (escritora), Mariana e José Tomas.
 Foi para São Paulo e m1865, para cursar direito. Concluiu o curso em 1870, na cidade de Recife. Ingressou no serviço diplomático, trabalho como adido de primeira classe em Londres e Washington entre os anos de 1876 a 1879.
 Era oposto à escravidão, e contra ela lutou em suas atividades políticas e como escritor. Em 1879, na Câmara dos Deputados, realizou campanha contra a escravidão, na época, fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira.
 A instituição viria a influenciar a abolição de 1888. Joaquim Nabuco passou a residir no Rio de Janeiro depois de eleito deputado por Pernambuco. E m1883, já havia publicado em Londres a obra “O Abolicionismo”.
 Depois da 
Proclamação da República, em 1889, manteve-se convicto a favor da monarquia, negando-se servir ao novo governo republicano como diplomata, afastado da vida pública, passou a se dedicar exclusivamente aos estudos. Nessa época, viveu no Rio de Janeiro, trabalhou como advogado e jornalista. 

Era colaborador da “Revista Brasileira” e amigo de Machado de Assis, José Veríssimo e Lúcio de Mendonça. Retornou a exercer a diplomacia em 1901, como embaixador do Brasil em Londres e posteriormente em Washington.
 No ano de 1906, presidiu, no Rio de Janeiro, a III Conferência Panamericana que visava unir os países das Américas. Em 1908, tornou-se doutor em letras pela Universidade de Yale (EUA), e foi o orador da colação de graus da Universidade de Chicago e Universidade de Wisconsin.
 Também morou na Inglaterra e na França. Ajudou a fundar a ABL – Academia Brasileira de Letras- junto com seus amigos literatos Machado de Assis, José Veríssimo e Lúcio de Mendonça. Sua cadeira na ABL tinha como patrono Maciel Monteiro. Conta a história que Machado de Assis tinha uma foto de Nabuco em sua casa.

Trecho de um discurso de Joaquim Nabuco:


“A nossa constituição não é imagem dessas catedrais góticas edificadas a muito custo e que representam no meio da nossa civilização adiantada, no meio da atividade febril do nosso tempo, épocas de passividade e de inação; a nossa constituição é pelo contrário de formação natural, é uma dessas formações como a do solo onde camadas sucessivas se depositam; onde a vida penetra por toda a parte, sujeita ao eterno movimento, e onde os erros que passam ficam sepultados sob as verdades que nascem.”

sábado, 13 de agosto de 2011

Olodum promove campanha pela paz em homenagem aos 213 anos da Revolta dos Búzios

O projeto itinerante será levado a diversos bairros da cidade. Dia 28, o Olodum fará show gratuito no Dique do Tororó

Uma das marcas do Olodum são as letras de protesto social


Depois de participar, ontem, de uma passeata em homenagem aos Heróis do Brasil - João de Deus do Nascimento, Manoel Faustino, Luis Gonzaga das Virgens e Veiga e Lucas Dantas do Amorim Torres -, soldados que foram enforcados e esquartejados em praça pública a 213 anos, configurando a primeira revolução social do Brasil; a banda agora segue com um agenda extensa de atividades educativas pelos bairros de Salvador.

O encerramento do mês de homenagens (ver programação abaixo) à Revolta dos Búzios acontece no Dique do Tororó, dia 28 de agosto, quando o bloco afro fará um show aberto e promete atrair grande público. Foi ali que os líderes do movimento contra a escravidão se encontraram pela última vez, antes de serem presos e enforcados. O projeto vai levar o show a outros bairros da cidade. “Essa é também uma campanha pela paz. Estamos precisando”, diz João Jorge, presidente do grupo.


"Essa é também uma campanha pela paz. Estamos precisando", diz João Jorge


Heróis da Pátria

Símbolo de resistência e coragem, a Revolta dos Búzios, também chamada de Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates, completou 213 anos no último dia 12. Em março desse ano, a presidente Dilma Roussef sancionou um decreto que inscreve os nomes dos quatro líderes no livro de heróis da pátria, depositado no Panteão da Pátria e Liberdade. Em Salvador, é possível ver os bustos de bronze dos mártires da revolução na Praça da Piedade.

Revolta dos Búzios 

A Revolta dos Búzios é a insurreição pela liberdade que levou quatro jovens baianos à forca. Em agosto de 1798, jovens negros baianos organizaram um movimento e saíram às ruas para defender a liberdade e o fim da escravidão. A mobilização entrou para a história como a Revolta dos Búzios e custou a vida de quatro jovens rebeldes, que por ordem da corte portuguesa foram perseguidos, presos e enforcados.


Programação - OLODUM pela paz:
Dia 14 - Ensaio especial em homenagem aos Pais da Pátria - Largo Pedro Arcanjo - Pelourinho
De 12 a 28 de agosto de 2011 - Uma reflexão da promessa de igualdade no Brasil
Dia 28 - Olodum bairro a bairro - Dique do Tororó - Video conferencia sobre a Revolta dos Búzios e a igualdade no Brasil. Olodum & UNEB.



Fonte: iBahia.com

213 anos da Revolta dos Búzios: Heróis Negros do Brasil


Líderes são reconhecidos como heróis nacionais

HISTORIA - Lei inclui Revolta dos Búzios como marco pelos ideais de liberdade

Há exatamente 213 anos Salvador foi palco de um dos mais Importantes movimentos libertários do País: a Revolta dos Búzios. Hoje a população baiana celebra o episódio marcado pela participação popular e comemora o reconhecimento dos quatro lideres negros do movimento como heróis nacionais. No último dia 4 de março, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.391, que determina a inscrição dos no-mesdos líderes da Revolta dos Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais.

Os quatro líderes João de Deus do Nascimento (24 anos), Lucas Dantas de Amorim Torres (24), Manuel Faustino Santos Lira (23} e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga (36) foram enforcados e esquartejados na Praça da Piedade (Centro) pois reivindicavam os ideais de liberdade e igualdade racial no País. Em 2004, a Prefeitura de Salvador homenageou os heróis com a colocação dos bustos dos mártires no local. Após ação de vândalos, os bustos foram retirados para restauração.

"O reconhecimento deles como heróis da pátria é um fato extraordinário no Brasil. A história oculta desses lideres transformou-se em uma história popular. Eles são os primeiros baianos que se tornam heróis nacionais. Esse reconhecimento é um momento multo Importante para todos aqueles que lutam pela igualdade no País", destacou o presidente do bloco Olodum, João Jorge Rodrigues.

O reconhecimento da importância dos lideres do movimento surgiu a partir do projeto de lei do deputado federal Luiz Alberto (PT), em 2009. "Guando apresentei o projeto de lei, por sugestão do bloco Olodum, não houve resistência da Câmara e foi aprovado em um tempo rápido. Quando chegou às mãos da presidente, foi logo sancionado. Uma vitória para o povo brasileiro", disse.

inspirado nos ideais da fase popular da Revolução Francesa. o movimento também conhecido como Conjuração ou inconfidência Baiana, Revolta das Argolinhas ou dos Alfaiates ocorreu em agosto de 1798. Contou com a participação de escravos e seus descendentes, pretos e pardos, soldados, pequenos comerciantes, artesãos e mulheres negras.



Homenagens


Diversos eventos acontecem hoje na cidade em homenagem àqueles que deram a vida na luta pela independência e mudança social na Bahia. A Escola Criativa Olodum e demais grupos culturais realizam uma caminhada, às 15h. com saída da Praça da Piedade até a Praça Municipal exaltando os heróis da revolta. Em seguida, às 17h, a Secretaria Estadual de Cultura, através da Fundação Pedro Calmon, realiza a conferência "Revolta dos Búzios: Heróis Negros do Brasil", no salão do Palácio Rio Branco (Praça Municipal). Na ocasião, textos e documentos históricos sobre a revolta serão lançados.

"Naquele momento estes líderes foram extremamente revolucionários para o seu tempo. Eles exerceram política em um momento que esse papel era restrito às pessoas da elite. Quem sabe agora com esse reconhecimento possamos olhar para as pessoas populares com um pouco mais de credibilidade e confiança", frisou a historiadora e doutoranda em história econômica pela Universidade de São Paulo, Patrícia Valim que participará da conferência.

"Revolta dos Búzios: Heróis Negros do Brasil", com Ubiratan Castro de Araújo, no centro.




Publicado pelo jornal A Tarde - em 12 de agosto, 2011.

A história viva dos anos da ditadura

O livro 68 a geração que queria mudar o mundo é um calhamaço de 690 páginas que, em vez de assustar pelo peso e volume, deixa em toda a gente um fascínio. Explico, ou tento explicar. De agora em diante, ele será um volume de consulta obrigatória, para que não se cometam mais tantos atentados à história e à verossimilhança em telenovelas, peças e filmes no Brasil, quando o assunto for ditadura. 

Organizado por Eliete Ferrer, publicado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no livro participam 100 autores em 170 relatos. Em mensagem coletiva no grupo da internet “os amigos de 68”, Eliete informa que nele se encontram “histórias reais ocorridas desde 1964 até a abertura política - nas reuniões, na militância, nas manifestações, nas discussões, na prisão, nas ações armadas ou não, nos treinamentos, na clandestinidade, no Brasil ou no exterior, no exílio. O diferencial do nosso livro caracteriza-se pela revelação do lado humano e afetivo daqueles que não aceitaram a prepotência do Golpe de 64, concebido e engendrado nos Estados Unidos”.

 



De fato, se em alguns relatos individuais as angústias e o heroísmo de militantes socialistas nem sempre se acham realçados, na maioria dos textos e no seu quadro geral se depreende uma história rica da vida de jovens, de homens e mulheres na última ditadura, que, setores à direita queiram ou não, está na agenda do mundo político do Brasil. O livro vem numa luta que exige resposta da civilização brasileira aos assassinatos até hoje encobertos. Mais precisamente, na batalha incansável dos familiares dos mortos que continuam a busca dos corpos dos filhos, pais e irmãos. “68 a geração que queria mudar o mundo” é parte ativa da consciência do país que deseja uma punição exemplar para crimes contra a humanidade, que são imprescritíveis por todas as convenções internacionais do Direito. 



O melhor e mais agradável em 68 a geração que queria mudar o mundo é que ele não é um volume de teses. Em seu conjunto lêem-se relatos plenos de frescor, isso quer dizer, de sangue vivo, da hora, recuperado com o frescor da memória. É um livro necessário, porque nele estão as chamadas fontes primárias, as pessoas fora dos arquivos, contando o que viveram, penaram ou mesmo imaginaram nos anos do terror da ditadura brasileira. Delas vêm os documentos primários da luta dos malditos anos. É um livro urgente, para ser lido e divulgado. 

Nele hão de se debruçar historiadores, roteiristas, cineastas, teatrólogos e jovens de todo o gênero e escolas para que compreendam o mundo que ainda lhes é desconhecido, de pessoas iguais a eles, que viveram, morreram ou escaparam por um triz, em situação-limite. São relatos da vida clandestina, de acontecimentos inimagináveis de “expropriações revolucionárias”, ou como a repressão as chamava, de assaltos a bancos por terroristas. Histórias de treinamento de guerrilha no Brasil, um documento vivo e inédito, e de amor, do amor que sobrevivia entre as porradas e tensões. 



O curioso, para muitos, é que nele há também lugar para o humor, pois que os tempos eram duríssimos, mas os homens além do terror e crimes sofridos, também possuíam ou procuravam motivos para rir. Como neste caso, digno de Stanislaw Ponte Preta, o grande humorista que desmontou o ridículo da ditadura brasileira. Copio trecho do depoimento de Emílio Myra e Lopez: 

“Um colega seu de ofício (do advogado Lino Ventura) defendia uma mulher e durante o seu processo ocorre o fato, verídico e registrado em seus autos. O advogado de sua defesa inquire o sargento, sua testemunha de acusação. 

- Senhor sargento, por que o senhor acusa minha cliente de ser subversiva? 

- Pelo material apreendido em sua casa – responde. 

- Mas, especificamente, que material? 

- Umas cartas... 

O advogado prossegue. 

- Sargento, seriam estas castas, às quais se refere? 

- Sim, senhor, são estas cartas. 

- Mas sargento, estas cartas estão escritas em idioma francês, o senhor tem conhecimento do idioma francês? 

- Não senhor – responde o sargento para espanto e risos no plenário. 

Insiste o advogado. 

- Senhor sargento, se o senhor não conhece o idioma francês, como pode, por estas cartas, acusar minha cliente de ser subversiva? 

- Mas é claro – prossegue convicto o sargento – eu li nas entrelinhas”. 

Há outros, muitos outras histórias, casos, depoimentos, poemas, entre o drama, o trágico e a comédia. Há pelo menos 169 outros relatos. Mas tenham pena deste digitador. Leiam o livro.

Fonte:  Opera Mundi

12 de agosto de 1984: Tancredo é lançado candidato à Presidência


“Nosso propósito é presidir o grande acordo nacional para a transformação do Brasil em um país restaurado em sua honra, em sua riqueza e sua dignidade”, disse Tancredo Neves no discurso que pronunciou após a homologação de sua candidatura pela Convenção do PMDB.
Tancredo recebeu 656 votos dos 688 depositados nas urnas, enquanto seu companheiro de chapa, José Sarney teve 543 votos. Em seu discurso de 50 minutos, interrompido 60 vezes pelos aplausos das três mil pessoas que lotavam as galerias da Câmara dos Deputados, Tancredo assumiu o compromisso de convocar uma Constituinte “com a urgência necessária”, combater de forma não recessiva a inflação, apoiar a empresa nacional e renegociar a dívida externa. Além disso, o então futuro Presidente expôs toda sua plataforma de ação, que ia desde a restauração das eleições diretas em todos os níveis até promessas de reestruturar a Federação, assegurar terras dos índios, promover a reforma tributária e encarar a integração do Nordeste como a “maior e mais importante prioridade nacional”.

“O povo brasileiro reclama mudanças, e iremos promovê-las. Não faremos apenas um governo de transição. Nosso propósito é o de presidir o grande acordo nacional para a transformação do Brasil”, prometia o então governador de Minas Gerais. O lançamento da candidatura de Tancredo foi apenas o início da bela caminhada rumo à redemocratização, cujo ápice se daria no ano seguinte, quando a chapa Tancredo-Sarney era eleita para governar o país.

Apesar da trajetória emocionante, a história não teve um final plenamente feliz. Em 14 de março do ano seguinte, na véspera de sua posse como Presidente, Tancredo adoeceu gravemente e morreu 39 dias depois, sem ter assumido o cargo executivo mais importante no Brasil, que estava emocionado com o fim da ditadura. Com a morte de Tancredo, Sarney assumiu a Presidência, permanecendo no posto até 1990. 

No dia do lançamento de sua candidatura, contudo, Tancredo trilhava outros rumos para o futuro do Brasil: 

“O nosso pacto social afasta desânimos e ressentimentos, covardias e represálias, acomodações e revanchismo, para abrir o país a uma nova estação na história. Não será um tempo de milagres, nem de ostentação constrangedora. Tudo faremos para que os brasileiros tenham direito ao trabalho, à honra e à liberdade. Para essa Luta, em nome da Aliança Democrática, conto com a ajuda de Deus e a força do povo”.


Fonte: historica.com.br/hoje-na-historia


segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

As mulheres negras da diáspora africana celebram 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. A escolha da data ocorreu no I Encontro das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, realizado na República Dominicana, em 1992. Estiveram presentes mulheres negras de mais de 70 países, com o objetivo de dar visibilidade à sua presença nestes continentes, como símbolo de (re) união e de (re) conhecimento mundial de suas histórias de vida guerreira, combativa e imprescindível à construção de um mundo solidário, multiétnico e pluricultural. Esta mulher negra tem, em comum, vidas marcadas pela opressão de gênero, agravadas pelo racismo e pela exploração de classe. 

Para comemorar este dia, a Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher (SPM) realizou nesta hoje, segunda-feira (25) o encontro Geração – Gênero, Raça, Campo e Ação, no Hotel Vila Velha, em Salvador. O evento, que reuniu representantes do governo da Bahia e de entidades negras, teve como finalidade discutir políticas públicas voltadas às mulheres negras, que representam mais de 70% das que moram em Salvador, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2007). 

O acesso ao mercado de trabalho foi um dos temas abordados. Para a representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Luana Soares, as mulheres negras ainda encontram muitas dificuldades quando o assunto é emprego estável e salário. “Ganhamos menos que as mulheres consideradas brancas e sofremos preconceitos na hora de disputar uma vaga de emprego”.

De forma geral, os dados de 2010 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) apontam que as mulheres recebem salário inferior ao dos homens, têm maior presença no mercado informal e enfrentam dupla jornada de trabalho, por causa dos afazeres domésticos. A depender da profissional, a diferença salarial chega a mais de 30%.

A secretária da SPM, Vera Lúcia Barbosa, afirmou que a secretaria atua em dois eixos: enfrentamento à violência contra as mulheres e a autonomia econômica. “É através desses eixos temáticos que estamos desenvolvendo ações de políticas públicas para as mulheres, de forma geral. Para as negras, queremos trabalhar com projetos próprios para elas, já que nenhuma mulher é igual à outra”.

Há 19 anos era criado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O dia 25 de julho foi escolhido durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, capital da República Dominicana, em 1992. Na capital baiana, a data também já faz parte do calendário oficial desde 2008, instituída através da lei nº 7.440. 


Fontecomunicacao.ba.gov.br

sábado, 9 de julho de 2011

Ciclo de debates: 200 anos da Mídia na Bahia

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - IGHB promoverá na sua sede o ciclo de debates 200 anos da mídia na Bahia, com o qual amplia as comemorações pela passagem do bicentenário da instalação da imprensa na Bahia.




PROGRAMAÇÃO
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Quando?...
12 e 13 de julho de 2011 (terça e quarta-feira)
das 14h às 18h

Inscrições?...
Devem ser feitas por e-mail (ighb@ighb.org.br)

Informações?...
Tel: (71) 3329-4463

Fonte: IGHB

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O que é o 2 de Julho?

A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.
Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.
Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.

Para chegar a este dia, muita luta foi travada...

O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar. 
Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.
O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.

Movimentação pela independência:

Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821. 
Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.

Força portuguesa:

No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas.
Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.


Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.
 Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.

Contra-ataque brasileiro:

No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.
Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.
Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.
Em maio de 1823, Labatut, em uma demonstração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.


Personagens

Caboclo e Cabocla:
Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.

Maria Quitéria:
A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

Joana Angélica:
Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.

Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:
Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.

General Pedro Labatut:
Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.

Coronel José Joaquim de Lima e Silva:
Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.

O Brasão

Com a independência política da Bahia foi necessário criar um Brasão de Armas. Ele tinha que representar os valores materiais e simbólicos da conquista, sem esquecer das batalhas e lutas que foram necessárias. Muitos estudos foram realizados e o povo teve a oportunidade de interferir. As idéias populares tornaram-se projetos na Assembléia Legislativa, em 1947.
Depois de analisados os projetos, a Câmara dos Deputados teve,em mãos, um projeto que reunia todos os pontos de vista, quer heráldico, político, espiritual ou tradicional e assim foi criado o Brasão ao 2 de Julho.


Constituem o Brasão de Armas baiano, os seguintes símbolos:

:: Estrela simbolizando o próprio estado como timbre.

:: Escudo azul com um contra-chefe saindo do bordo direito que mostra a popa cuja vela está içada. Nesta embarcação está um marujo acenando para a praia com um lenço, podendo avistar o Monte Pascoal.

:: Insígnia: dois tenentes dispostos sob um listel azul com a inscrição do lema “Per Ardua Surgo” que quer dizer “Pela dificuldade eu venço”.

:: O primeiro tenente, um homem semi-nú com uma bigorna personificando a indústria local.

::O segundo tenente, uma mulher usando chapéu frígio com a bandeira da Bahia personificando a República.

:: Logo acima do timbre a inscrição Estado da Bahia e, ao pé do Brasão a palavra Brasil.


HINO AO 2 DE JULHO
  
Letra: Ladislau dos Santos Titara
Música: José dos Santos Barreto


Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro

Nunca mais o despotismo
Referá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações

Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender,
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

Nunca mais o despotismo
Referá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações

Salve, oh! Rei das campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será 

Fonte: ibahia.globo.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Festa Junina? De onde vens?

Falou em Festa Junina lembra-se logo do forró, fogueira, dançar agarradinho, frio,  bolo de fubá, amendoim, licor... Hum... Coisa boa hein?! Mas de onde vem essa ma-ra-vi-lho-sa festa?


Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. Sendo a princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. 

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. 
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. 

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.


 As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Toda Festa Junina deve contar com os pratos típicos, pois eles fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil. Podemos destacar que muitos cereais (milho, arroz, amendoim) estão na base de grande parte das receitas destas comidas. O coco também aparece em grande parte das receitas, principalmente dos doces.
As principais bebidas e comidas de Festa Junina são o arroz doce, bolo de milho verde, baba de moça, biscoito de polvilho, pipoca, pamonha, canjica, milho cozido, quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela), batata doce assada, bolo de fubá, bom-bocado, broa de fubá, cocada, doce de abóbora, doce de batata-doce, maria-mole, pé de moleque, cuzcuz, quebra queixo, quindim, vinho quente, suspiro entre outras coisas.

 Além disso tem as músicas juninas, como Capelinha de Melão, de João de Barros e Adalberto Rieiro, Pedro, Antônio e João, de Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago, Sonho de Papel, de Carlos Braga e Adalberto Ribeiro, Pula Fogueira, de João B. Filho, Cai cai Balão etc.
Entre as brincadeiras juninas está a pescaria, corrida de saco, corrida do saci-pererê, derrubando latas, correio elegante, pau de sebo, quebra pote e corrida do ovo na colher.

Bem... em suma caro leitor, os festejos juninos são bem divertidos. Então "vamu simbora"... você não vai ficar ai parado com cara de paisagem né?! Escolha seu destino, chama os amigos e pé na estrada... avia-te!






Fonte: suapesquisa.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Restauração do sobrado do Barão de Jeremoabo


O sobrado da Fazenda Camuciatá do Barão de Jeremoabo, localizado a cerca de 9,4 km da sede do município de Itapicuru, no litoral norte da Bahia, e tombado em 1994 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), está sendo restaurado. A iniciativa acontece graças aos editais do IPAC que auxiliam a política pública da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) na preservação dos patrimônios culturais baianos.
Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, os editais possibilitam a participação efetiva da sociedade civil nas políticas culturais. “Um dos objetivos dos editais é apoiar projetos de restauração de bens edificados já tombados e reconhecidos pela sua importância e singularidade, como é o caso da Casa de Engenho do Barão de Jeremoabo”, diz Mendonça. Para o dirigente estadual, os editais garantem ferramentas transparentes e democráticas para a distribuição de recursos públicos. “De 2009 a 2011 o IPAC já está executando 73 projetos, reunindo R$ 2 milhões de investimentos do Fundo de Cultura da Bahia em editais no período 2008-2010”, comenta Mendonça. 
A obra está sendo realizada por R$ 499,9 mil e terá duração de até seis meses, com objetivo de conter a degradação física do monumento. “Pretendo transformar esse prédio em um Museu do Nordeste”, diz o atual proprietário Álvaro Dantas, descendente do Barão de Jeremoabo. “É grande a satisfação de saber que a Bahia pode contar com mais um monumento dessa importância”, comemora Dantas.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de maio de 1994 — Os custos da escravidão

O Núcleo de Consciência Negra de São Paulo moveu ação judicial em que reivindicava indenização para os descendentes de escravos no Brasil pelo trabalho de seus antepassados, no total de US$ 6,14 trilhões. Cada descendente receberia US$ 102 mil. O movimento estima que na época que foi movida a ação, 40% da população ou 60 milhões de brasileiros teriam origem africana. 
De acordo com os cálculos do Núcleo, os 3,7 milhões de escravos vindos da África teriam gerado, ao longo do tempo em que vigorou o regime, 30,7 milhões de descendentes. Esse contingente realizou linearmente, ainda segundo o Núcleo, 614 milhões de anos de trabalho não remunerado. Aplicando-se o valor de US$ 10 mil como salário mínimo anual chegou-se ao custo de US$ 6,14 trilhões. 

A ação é declaratória e o direito à indenização estava prescrito quando o processo foi aberto. O objetivo era que o Estado reconhecesse os danos causados aos negros pela escravidão.
Homens e mulheres eram trocados na África por fumo e cachaça em um negócio muito lucrativo para os traficantes. Um negro se pagava em cinco anos. Os escravos não conseguiam sobreviver às jornadas de 18 horas diárias por mais que sete anos, e eram rapidamente substituídos por outros.

sábado, 30 de abril de 2011

30 de abril de 1975 – Termina a Guerra do Vietnã

Quatorze anos depois da Casa Branca ter determinado o desembarque de tropas norte-americanas na Indochina para um ataque aberto contra o Vietnã do Norte, o então presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford, ordenava, do mesmo local, a retirada às pressas dos últimos 904 norte-americanos que se encontravam em solo vietnamita. Apesar da retirada ter se realizado quase por completo após um acordo assinado pelos Estados Unidos dois anos antes, alguns contingentes militares permaneceram no local ajudando as forças do Sul.
O motivo pelo qual se ordenara a retirada imediata das tropas americanas fora a ocupação da capital Saigon – símbolo do governo sulista – pelo Exército vietcong (força comunista do Vietnã do Norte que recebia apoio da URSS), na madrugada do dia 30 de abril. A tomada da cidade, representou a derrota trágica dos Estados Unidos no conflito que matou mais de 2 milhões de pessoas, e a vitória dos aliados do norte.
“Nossa tarefa imediata será a de construir um Vietnã do Sul pacífico, independente e neutro, e trabalhar, passo a passo, pela reunificação de nosso povo através de meios pacíficos”, afirmou o Chanceler do Governo Revolucionário.
A tomada de Saigon fez parte de um plano muito bem preparado, no qual os pontos estratégicos da cidade foram ocupados em menos de uma hora pelos soldados vietcongs, que hastearam sua bandeira nos principais prédios da cidade, depois de terem sufocado imediatamente todos os pontos de resistência da cidade.